Relato dos meus partos

Relato do meu parto – Olivia

10 de August de 2015
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Oiii meninas!!

Chegou a hora de contar como foi o parto da minha primeira filha, a Olivia.

Para começar, quero ir já dizendo que foram mais que 36 horas de parto (muuuuito, né?), e por isso, vou contar para vcs apenas os principais detalhes.. Senão, eu fico aqui escrevendo e vcs lendo até amanhã.. rs

A minha mãe tinha vindo para cá, para me ajudar tanto no parto, como nas primeiras semanas com a Olivia aqui em casa, já que eu não tinha absolutamente nenhuma ideia de como seria cuidar de um bebê recém-nascido.

No dia 17 de Setembro de 2012, só faltava 4 dias para o meu “due date”, e eu não aguentava mais ficar grávida – passei o verão inteiro grávida, e já estava cansada, inchada, suada, e suuuper pesada. Nesse dia, resolvemos fazer uma forcinha para tudo acelerar. Fomos passear pela Strøget em Copenhague (é uma rua longíssima de compras – é como se fosse um shopping aberto). Lá, andei na ida, e ainda quis voltar pelo mesmo caminho, andando. Acho que no total foram uns 5 km (se não, mais). Na volta, eu já estava super pesada (mais do que já estava), e sentindo muita “plukveer” (contração falsa). Chegando em casa, o meu marido até tirou uma foto da minha barriga que estava muuuito pontuda e dura!

Brinquei com a minha mãe que daquela noite não passava, e ninguém mais acreditava em mim. rs

Fomos para cama, e na madrugada (1 hora da manhã), acordei com umas cólicas “menstruais” chatinhas. Comecei a contar na minha cabeça, deitada ainda. Não queria acordar ninguém ainda, quis ter certeza.

Então, eu contando, dormi e acordei uma hora depois com cólicas mais fortes. Ai, eu tinha certeza que algo estava por vir, ou melhor, alguém!

Acordei meu marido (Kim) – pensa numa pessoa calma?! Parece até que ele já tinha passado por aquilo antes (huuum.. será? rs).

Ele disse para eu não acordar a minha mãe ainda (ela iria pirar e já ia querer ir para o hospital – ele tava certo).

O meu marido ligou para o médico e contou tudo, (aqui, vc precisa ligar para o hospital e falar com o médico sobre tudo primeiro, ai eles vão te falar se vc já pode ir para lá ou é melhor esperar em casa – ele te faz muitas perguntas – e se vc estiver insegura, é muito bem vinda ir para lá, mesmo que eles não achem necessário.

Resolvemos esperar em casa, com um caderno e caneta na mão, meu marido começou a contar os intervalos. Começaram de 10 em 10 minutos.. Fomos para a sala ver tv, e minha mãe acordou.

Do quarto mesmo ela me perguntou, “CHEGOU A HORA?”, eu disse, “TA NO CAMINHO…”, ela disse, “LEMBROU DE SE DEPILAR?” e todos começaram a rir!! rs

Depois de mais ou menos umas 2 horas, as dores foram ficando piores. Meu marido ligou para o hospital de novo, e resolvemos que iríamos para lá (é preciso ligar para lá para eles já irem organizando tudo, pois quando eu chegar, não fico esperando). Pegamos um taxi, e eu lembro que o taxista estava mais nervoso que o Kim. rs

Chegando lá, recebi o toque (que dor!), e vi que só estava com 2 cm de dilatação. Como assim?!! 🙁

A “parteira”, muito simpática, viu que eu já estava com dor e iria esperar ainda algum tempo para entrar em trabalho de parto ativo. Me ofereceu uma acupuntura para amenizar as dores, me deu uma compressa quente para colocar na barriga, e disse que era melhor eu esperar em casa.

Voltamos para a casa. Minha mãe foi tentar dormir, mas não conseguiu. As dores foram aumentando, e meu marido no caderninho anotando os intervalos e também fazendo tipo um diário de tudo do que estava acontecendo. E os intervalos ainda estavam na mesma.

Depois das 11 da manhã, eu já estava sentindo muita dor, e os intervalos começaram a mudar um pouco. Resolvemos voltar para o hospital.

Lá, eu vi que eu só tinha dilatado 1 cm. Aff, eu já estava tendo a minha primeira briga com a Olivia – rs. Mas ficamos por lá mesmo… Eles nos ofereceram um quarto para descansar, e me disseram que eu teria que caminhar muito pelo hospital para ajudar na dilatação. Me deram morfina, porque eu já estava sem dormir, e precisava descansar para o que eu ainda iria passar.

Tentei dormir, mas mesmo com a morfina era impossível. As dores vinham de 10 em 10 minutos ao invés de 4 em 4, mas ainda vinham..

Durante esse tempo, sempre vinha uma “parteira” me perguntar como eu estava indo, e fazer o bendito do toque.

Quando deu mais ou menos umas 4 horas da tarde, eu já não estava mais aguentando de dor. Elas ficaram com pena de mim, e me levaram para a sala de parto. Lá, eu teria um quarto e uma parteira só para mim que, iria ficar alí comigo até eu dar a luz. Eu simplesmente amei a minha parteira – elas sempre são uns amores, e super atenciosas e carinhosas com a gente, mas a Pia (minha parteira), era a melhor.

Assim que cheguei lá, já dava para ver que eu estava exausta e cheia de dor. Ela já foi me dizendo um modo específico para eu respirar e a dor melhorou na hora!

O acordo desde o pre natal, era eu fazer um parto humanizado na banheira. Enfim, eu entrei na banheira, fiquei lá até a minha bolsa estourar (escutei um PLOC!), e quando ela estourou a Pia me disse, “OLHA, AS MULHERES  GERALMENTE PEDEM A ANESTESIA NESSA HORA. VC NÃO QUER TENTAR” – Ela já estava vendo que eu estava exausta, dormindo entre os intervalos. Mas eu disse, “NÃO, EU CONSIGO!”

Resumindo, depois da terceira ou quarta contração, eu já estava gritando de dor, falando em outros idiomas com a Pia. Meu marido chorava atrás de mim segurando meus bracos. Minha mãe já estava fora da sala chorando também, desesperadaaaa! (ela nunca teve um parto normal, teve 3 cesarianas, então não sabia como iria ser). Foi ai que eu resolvi ir para a cama ter a tal da anestesia – Epidural.

A minha mãe, coitada, já que estava fora do quarto, não sabia que eu tinha pedido a anestesia. Então, ela viu entrar um mooonte de médico e anestesista no meu quarto e entrou em DESESPERO! Chorava, gritava em inglês (o inglês dela é muito ruim..rs) – “A MINHA FILHA TÁ MORRENDO!!! – MY DOTHÁ, DEAD!!!” rsrs – meu marido achou melhor ligar para os pais dele para eles irem fazer companhia a ela. Tadinha!

Eu demorei pegar a anestesia porque eu não conseguia ficar parada, de tanta dor, mas quando eu peguei … pensam numa sensação boa? Boa não, MARAVILHOSA! Depois de tanto sofrimento, eu, finalmente, consegui relaxar, até dormir um pouquinho.

Eu e minha sogra – eu com anestesia 🙂

Logo depois que meus sogros chegaram, eles levaram a minha mãe para jantar no restaurante do hospital. Não deu nem meia hora depois, eu comecei a sentir uma pressão lá embaixo.

A Pia disse que já estava chegando a hora de eu puxar (ela explicava tudo com muita calma e clareza – até musica baixinha ela tinha colocado no quarto). Foi aí que ela achou melhor eu levantar da cama, colocou um tapete tipo absorvente no chão e disse para eu ficar em pé ali, com as pernas abertas, balançando de lá para cá. Ela deitava no chão mesmo e me tocava com cuidado. Eu já estava com 8 cm. Quase lá! 🙂

Fui no banheiro fazer xixi (em cada quarto tem um banheiro) com o Kim me ajudando, voltei e já estava sentindo muuuita pressão. Eu já estava com 9 cm!!

A Pia disse para eu deitar, que já seria a hora. Ela me colocou de lado, e pediu para o meu marido segurar a minha perna. Eu já estava sentindo a Olivia sair!

Imaginem um ovo de avestruz saindo de vc? É essa a sensacão.. Bizarroooo! Mas a adrenalina nos faz ter muita forca e esquecer a bizarrice.

Comecei a fazer forca, e forca, e forca .. foram 20 minutos de forca até a Olivia sair. E as 19:09 nasceu a minha princesinha que berrava igual ao um carneirinho. Eu não sabia se chorava de felicidade, prometia a ela que iria ama-la sem limites, ou eu olhava para meu marido que já estava com os olhos cheios de lagrimas e super bobo e dizendo “A NOSSA FILHA É LINDA! – VC CONSEGUIU, AMOR”. O melhor momento da minha vida estava ali. Minha filha direto no meu colo, enquanto ainda havia o cordão umbilical entre a gente. Um momento mágico!

Ela nasceu no dia 20 de Setembro de 2012, com 3.250 kg e 51 cm. Super saudável e chorona.

Depois que tudo já estava organizado para eu mudar de quarto (a gente ia ficar no hotel do hospital por 2 dias), eu tinha que ir no banheiro fazer xixi pela primeira vez (faz parte do processo do parto). Na ida, eu fui sem problema, mas quando sentei na privada, com o meu marido me ajudando do lado, eu simplesmente desmaiei. Desmaiei de exaustão e desmaiei por perda de sangue (não muito, mas o suficiente para enfraquecer e

desmaiar). Ou seja, não pude ficar no hotel e tive que ficar 3 dias na área de observação.

Foi um longo parto, mas cada minuto e cada sofrimento, me fazia ter conhecimento da forca gigantesca que eu tenho, e agora eu sei o meu limite. Aprecio mais as coisas da vida, a minha família, o meu marido que sem ele, eu TENHO CERTEZA, que não iria conseguir. Eu posso falar que eu tirei a minha filha de mim! Ela está aqui porque eu fiz de tudo para isso acontecer! É muito mágico. 🙂

 

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  1. Nossaa passou todo o meu filme. Tb tive bb na Dina , em 31,12,12 as 23:09 h kkkkk seu relato pideria ser o meu. C peq excessoes. N d desmaiei, e fui p casa no mesmo dia. As 3 da manha ja estava em casa c meu embrulhinho de 2 580 kkkkkk do mais tudo muito parecido. Beijo enorme vania

    1. É impressionante como duas pessoas completamente diferentes podem passar pelo mesma situação, quase igual, né? 🙂 Que bom que deu tudo bem com vc…sem desmaio..rs
      Eu fico muito feliz de saber que existem mães brasileiras que tiveram filhos aqui e que não falam mal do sistema de maternidade daqui. Infelizmente, eu vejo tantas por ai, desagradecidas pelo o que conseguiu ter… mas enfim..
      Obrigada pelo comentário, Vania! Beijão!

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