Dinamarca

Área de saúde na Dinamarca

12 de August de 2015
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Quando eu cheguei na Dinamarca, eu escutava várias histórias (de outros brasileiros) horrendas sobre os hospitais e os profissionais da área aqui. Escutava que deixavam a pessoa mofar na fila de espera, escutava que o avô de alguém tinha morrido de câncer porque o médico não conseguiu ver, bla bla bla… No final, eu já estava apavorada!!

Com o tempo, eu fui aprendendo mais sobre o sistema de saúde daqui que, não é perfeito (onde é, né?), mas é muuuuuuuuito bom e muuuuuuuuito melhor que qualquer hospital particular no Brasil – imaginam o público!

Aqui na Dinamarca, não existe hospitais particulares. Bom, existem pouquíssimas clínicas que eles falam que são particulares, só porque o governo não tem muito a ver, mas mesmo assim, elas são financiadas $, quase completamente, pelo governo. Ou seja, públicas, né? rs

Cada pessoa que reside aqui tem um “cartão amarelo” (é como se fosse um cpf ou ID), e nesse cartão tem o nome de um ou dois médicos, os seus médicos, ou os da família toda.

Em cada cidade, tem clínicas (pequenas) onde ficam esses médicos – cada pessoa tem dois médicos e esses médicos trabalham numa clínica.

Se vc tiver com alguma coisa não muito séria (uma tosse que não vai embora, por exemplo), mas não tão séria, vc precisa ligar para sua clínica e marcar um horário com os seus médicos – um ou outro irá te atender, mas se vc quiser, vc pode escolher quem. Vc também pode agendar um horário pelo site da sua clínica.

Se vc está doente, mas sabe que não é nada demais, mas está com dor, vc pode ir nessas clínicas de 8 da manhã até as 9 sem agendar um horário, mas terá que ficar esperando – e se der 9 horas e vc ainda não foi atendido, calma que eles atendem todo mundo que chegou lá durante essa hora.

Mas se vc está passando muito mal, e precisa de um médico urgente, vc pode ligar para o Falck (bombeiro, ambulância), ou para o hospital mais próximo.

É sempre preciso ligar primeiro, mesmo que seja para uma emergência – vc não pode simplesmente chegar lá sem avisar. Vc precisa contar como está se sentindo e assim eles te mandarão uma ambulância ou, se vc puder, ir até o hospital sozinho ou com alguém – é bom ligar antes para eles já começarem a se organizar e te colocar no registro de espera.

Quando vc chegar lá, o seu registro vai está na lista de espera, mas mesmo assim vc precisa mostrar esse seu “cartão amarelo” na recepção (a não ser que vc esteja de ambulância).

Lá, vc vai ser super bem atendido. Depende muito do dia se vc vai esperar muito ou não. Mas como eu disse antes, não é nada comparado ao Brasil. Raramente vc vai ver alguém desmaiando, passando realmente mal, ou o hospital muito cheio. O que vc vê, são pessoas com um assembleante normal, sentados, esperando a serem chamados.

Os profissionais da saúde vão estar sempre alegres e super atenciosos com vc – não quero generalizar, mas é preciso! Existem casos e casos, mas no geral, eles são super carinhosos, cuidadosos e simpáticos.

O hospital é sempre bem organizado e limpo. Cada vez que eu entro num hospital aqui, eu penso “COMO PODE ISSO SER PÚBLICO!”. É a prova que com um governo honesto, o país pode funcionar – desabafes a parte…rs

Ah, e se vc não tiver carro, não tem problema. Cada hospital tem um ponto de ônibus ou uma estacão de trem por perto.

Bom, eu espero ter tirado algumas dúvidas sobre o sistema de saúde daqui. Se vcs quiserem saber sobre alguma coisa específica, ou querem que eu explique melhor sobre algo que está aqui, me escrevam que eu respondo com o maior prazer. 🙂

No próximo post, vai ser sobre a área da maternidade dos hospitais daqui. ?

 

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