Família

Mãe de dois e agora?

28 de August de 2015
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Oiiii meninas!!

Eu estou pra vir aqui contar para vocês como é ser mãe de dois a muuuuito tempo, e nunca consegui ter a chance de sentar e contar tudo o que eu senti quando descobri que eu estava grávida do Theo. Além de contar como é ser mãe de dois agora que ele já nasceu, e o que fazer para o primogênito se sentir incluído na família.

Bom, vou começar contando sobre o que eu senti quando descobri que estava grávida. Eu senti MEDO! Eu senti medo de não conseguir dar o mesmo amor que eu dou para a Olivia para o Theo.

Eu achei muito difícil imaginar como é dividir amor entre dois filhos. Naquele tempo, eu amava tanto a Olivia (ainda amooooo), que ficava difícil imaginar como seria ter que amar um outro ser da mesma maneira. Fiquei com muito medo de deixar de amar alguém nessa historia.

Mas como mãe é o ser mais maravilhoso que existe na face da Terra, conseguimos amar cada filho DO MESMO JEITO, mesmo se tivermos uns 20 deles.

Quando a Olivia tinha apenas 2 meses de idade, fomos para uma festa. E lá, eu conheci uma mãe de um menino de 6 meses que era louca para ter o segundo filho. Eu lembro que ela me falava da vontade que tinha, mas também do medo que ela tinha em não conseguir passar amor para os dois do mesmo jeito. Ela nem tinha medo da falta de tempo que ela teria, do trabalho que seria ter dois filhos pequenos, não… Ela tinha medo se era realmente capaz de sentir esse amor que é tão forte, pelos dois filhos.

Acho que esse é um medo que acontece com cada mãe que pretende em ter o segundo, né?

Voltando a minha gravidez com o Theo… Conforme a minha barriga foi crescendo, eu fui vendo que é claro que vou amar o Theo do mesmo jeito… Eu já estava o amando!

Confesso que a excitação de ter um segundo filho não é a mesma do primeiro. Ainda mais quando não se sabe ainda o sexo do bebê, mas se o bebê for do sexo oposto do seu primeiro, as coisas mudam totalmente! Pelo menos foi assim que aconteceu comigo.

Quando eu descobri que o Theo era um menino, eu fiquei com medo (de novo!) de não saber criar um menino, já que eu já estava criando uma menina por quase 3 anos. Mas eu fiquei tão feliz e surpresa de saber que agora tudo ia ser diferente, tudo ia ser novo, meu mundo não ia só ficar sendo rosa, mas azul também! 🙂

Depois que toda essa excitação foi passando, fui chegando mais perto do parto, eu fiquei relembrando como foi o parto da Olivia – que para mim ocorreu tudo bem, mas sempre dá um medinho. Ouvia as pessoas me falando que o parto do segundo é sempre mais simples, o pós-parto também é mais simples, enfim… realmente foi tudo mais simples, apesar do parto ter sido longo como o da Olivia.

O mais complicado nessa fase de gravidez e parto, foi contar para a Olivia que não entendia muito bem que eu tinha um bebê dentro de mim. Ela olhava para a minha barriga, via que estava cada vez maior, mesmo eu e Kim (meu marido) conversando com ela sobre tudo, ela não entendia muito bem o que estava acontecendo – acho que ela achava que eu tinha comido uma melancia beeeem grandona. rs

Quando eu já estava no finalzinho da gravidez, combinei com os meus sogros que no dia do parto eles iriam ficar com ela, pelo menos por uns 4 dias. Eles amaram a ideia, mas o probleminha é que eu SEMPRE tinha alarmes falsos, quando eu digo sempre, é sempre! Quase toda semana eu estava sentindo ou cólicas fortes, contração falsa ou dor misteriosa, e eu corria para o hospital cada vez e os pobres dos meus sogros, que moram uns 40 minutos daqui, tinham que vir aqui ficar com a Olivia. Me sentia tão mal cada vez que eu chegava em casa sem bebezinho no colo… 🙁 Tenho a sorte deles serem muito bonzinhos comigo e não achavam ruim, até porque eu não controlava tudo o que estava sentindo, né…

No parto, eu estava super feliz e tranquila… muito mais tranquila do que no parto da Olivia. Eu já sabia como eram as dores, as fases de dilatação, do processo todo. Sabia que gostaria de ter a epidural assim que as dores fossem ficando mais fortes, sem esperar demais. Enfim, eu estava prontíííssima para receber o meu lindão!

Ligamos para os meus sogros e eles vieram direto pegar a Olivia para levar para a casa deles. O processo do parto demorou bastante (foram 32 horas). Fiquei em casa o primeiro dia sentindo poucas contrações, mas verdadeiras. Depois que fui para o hospital, foi que a coisa pegou. Mas como eu ja sabia de como tudo seria, eu estava pronta, feliz e calma. Tudo ocorreu super bem – sem desmaios dessa vez :)!

Chegamos em casa depois de 2 dias, e meus sogros trouxeram a Olivia para conhecer o irmãozinho. Eles, na verdade, vieram entregar ela, o que eu achei meio estranho (eu queria que eles ficassem com ela pelo menos mais uns 2 dias), mas fiquei sem graça de pedir mais a eles – eles já têm idade, e dava para ver que eles estavam cansados, alias a Lili tem 3 anos né..rs

Quando eles abriram a porta daqui de casa, ela veio correndo, com uma bandeira da Dinamarca na mão (aqui bandeira é sinônimo de comemoração), direto ver o irmãozinho. Acho que os meus sogros já tinham preparado ela psicologicamente com a novidade.

Assim que ela viu o Theo no colo do pai, veio direto fazer carinho nele, mas como ela não sabia do cuidado e da leveza que ela tinha que ter com ele, ela veio com TUDO em cima dele. Deu uma “palmada” na testa dele que todo mundo fez um “NÃO, CARINHO!” rs.

Depois que meus sogros foram embora, a sensação de felicidade e, de novo, MEDO de não saber o que fazer com duas crianças, foi gigante! Nessa hora é muuuuito importante ter a ajuda do marido ou alguém por perto.

Ela ficava muito quieta, olhando para o Theo no meu colo, sem saber o que fazer, muuuito pensativa. Foi muito estranho para mim que, sempre a vejo correndo, confiante, fazendo bagunça, conversando… Eu imagino o que passava na cabecinha dela naquele momento – “A MINHA MÃE NÃO É SÓ MINHA?” “EU QUERO A MINHA MÃE E MEU PAI SÓ PARA MIM”. E ela chegou a falar varias vezes nos primeiros dias “VOCÊ É MINHA MÃE!”, quando eu amamentava o Theo, o que era sempre.

Dava peninha dela. Mas nós sempre conversávamos com ela que, agora o Theo fazia parte da família; ela era a irmã mais velha dele; que nós amávamos ela tanto quanto amávamos o Theo, e sempre com muita empatia. Deixamos ela se sentir que ela ainda fazia parte da família. Pedíamos a ajuda dela, o que ela adora fazer, com o Theo (besteirinhas, como me entregar a fralda).

Não demorou muito, acho que uns dias, ela já estava super confiante de novo, me ajudando, querendo dividir suas chupetas com ele, etc.

Eu vejo hoje que ela o ama demais, e adora fazer carinho e dar muito beijinhos nele. E quando ele chora, ela é a primeira a ir lá, e falar para mim que ele quer leite rs.

Para mim, não tem nada mais gratificante do que ver seus dois filhos, pessoinhas que você mais ama no mundo, juntos – ou brincando ou fazendo carinho, é muito fantástico!

O trabalho que dá é enorme – ainda mais quando os dois choram ao mesmo tempo! Mas todo esse trabalho vale muito a pena. Quando é um trabalho que você consegue ver resultado, principalmente na educação e na felicidade que eles tem.

O melhor que amar um filho, é amar dois ou mais.

 

Vamos às conclusões:

  • A gravidez do segundo é totalmente diferente da gravidez do primeiro (não só na forma fisiológica da coisa, mas na forma emocional também) – não se sinta culpada, porque é NORMAL.

  • O amor que você sente pelos seus filhos vai ser grande e intenso do mesmo jeito.

  • O trabalho é grande, ainda mais quando o seu primeiro tem 3 anos :-P.

  • Seus olhos se encherão de lágrimas (de felicidade) quando você vê os dois juntos.

  • A intensidade do amor pelo seus filhos pode ser igual, mas você vai sentir como se você tivesse dois corações – Quando olhar para um vai se apaixonar, e quando olhar para o outro vai se apaixonar do mesmo jeito. É amor²!

  • Conversar com empatia com o primogênito sobre o amor que vocês sentem pelos dois filhos.

  • Nunca deixar o primogênito se sentir por fora da família, incluindo ele a pequenas atividades envolvendo o irmão mais novo.

  • Nunca “esquecer” de dar atenção e carinho para o primogênito – já que as primeiras semanas pós-parto são totalmente relacionada ao segundo filho.

  • Pedir ajuda aos familiares com a casa, comida, até com o seu primeiro filho – é importante ele ter a atenção principal de vez em quando, ainda mais nesse processo de adaptação com o irmãozinho.

Beijinhos!

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