Dinamarca | Família

Como são os dinamarqueses (em geral) com as crianças?

6 de October de 2015
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Me pediram para eu falar um pouco sobre os dinamarqueses com as crianças, e eu decidi vir aqui contar para vocês em detalhes como eu vejo a relação dos dinamarqueses com elas.
Eu sei que falar sobre isso é algo bem pessoal, pois cada um é único, mas vou contar aqui como eles são com o meu ponto de vista, como eu os vejo.
Eu conheço pessoas aqui que não querem ter filhos e nem tem “jeito” para crianças, mas acho que isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo. De novo, pessoas são diferentes. Mas para generalizar, eu vejo que os dinamarqueses são ótimos pais e são super amigáveis com as crianças.
Como eu já comentei em um outro post (Como é se relacionar com um dinamarquês), os dinamarqueses (em geral) são super bem educados, e quando eu digo educados eu digo de uma boa criação, e essa criação vem de casa. Eles são bem reservados (as vezes até demais), conservadores, honestos, confiáveis, fiéis (tudo isso comparado com muitos outros homens/mulheres por aí) e eles também sabem se comportar perto de crianças. Eles sabem conversar com elas de um jeito que é super encantador, eles são carinhosos mas se tiverem que disciplina-las eles sabem como fazer de um jeito bem pedagógico.
Eu vejo muito aqui que, a maioria dos pais educam seus filhos do mesmo jeito que as pedagogas educam nas escolas/creches. Eu, como estudante de pedagogia, acho isso ótimo (sou super a favor da pedagogia democrática), pois assim sinto que eles apenas continuam o nosso trabalho quando as crianças chegam em casa (lembrando que somos apenas as educadoras secundárias, os pais são os primários).
Aqui são alguns pontos que acho interessante dividir com vocês.

Dinamarqueses com crianças:
1. Eles conversam com as crianças com interesse no que elas têm para falar.

Eles conversam olhando no olho da criança e se abaixam para ficar do mesmo tamanho. É algo natural deles, não fica forçado.

2. Eles adoram incluir as crianças nas atividades da casa.

Por exemplo colocar a louça na máquina, e eles ainda dão uma modinha para elas como “pagamento”. 

3. Eles adoram brincar/ler/jogar com elas.

Crianças aqui podem até brincar sozinhas em momentos, mas os pais adoram participar nas brincadeiras. E leitura para seus filhos é uma coisa que eles sempre fazem, principalmente antes de dormir.

4. Eles são super carinhosos com seus filhos.

O carinho deles é um pouco diferente como o carinho de pais brasileiros, mas não significa que eles não são carinhosos e não amam seus filhos. Eles reconhecem seus filhos os elogiando em cada vitória (a menor possível – saber contar até 10, por exemplo). 

5. Pais não pedem para as mães resolverem os problemas (da criança) sozinhas.

“Vai lá falar com a sua mãe sobre isso !” – Pais dinamarqueses não são fazer isso com as mães. Eles são de cuidar dos problemas juntos com suas parceiras. 

6. Eles são bem carinhosos, mas quando é para dar disciplina/chamar atenção eles podem ficar bem bravos (calma, eles não batem na criança!!!)

Eles são bem calmos, e tendem ter a voz baixa, mas quando estão disciplinando seus filhos eles podem ficar bem bravos que até parecem ser outras pessoas. Sendo que não fazer escândalos na rua, tudo acontece em casa. *Eles conversam com a voz alta? Faz sentido? Rs

7. Pais podem esquecer que está frio lá fora. Adoram vestir as crianças com roupas nada a ver (trust me!).

Isso já aconteceu várias vezes aqui em casa. Meu marido vive errando o outfit da Olivia para ir a escola. Só para vocês terem uma idéia, hoje ela foi para a aula com meia-calça sem nada por cima. (Oh God!)

8. Eles levam e buscam as crianças na escola/creche todo o dia – os pais também.

Aqui não é comum ter ônibus/vans escolares. Os pais levam e buscam seus filhos para a escola todos os dias. E os pais (homens) ajudam muito com isso. Aqui ser mãe não é “ficar sozinha com as crianças mesmo casada”, eles ajudam mesmo.

9. Pais vão em cada consulta de médico se for preciso.

Como disse antes, os pais ajudam as mães em tudo. Se o filho precisa ir ao médico é normal que o pai ou a mãe, ou do dois levam seus filhos para as consultas. Aqui ser mãe não é ter a responsabilidade principal e primária dos filhos, o pai faz parte de tudo assim como a mãe. 

10. Durante a gravidez, os pais não são tão babões com as futuras mamães como eles são no Brasil.

Confesso que senti falta de um carinho especial na gestação. Aqui os pais não ficam tão excitados com a chegada do bebê. Eles são mais tranqüilos. Ajudam muito com tudo (com a arrumação do quarto, etc), e eu também sei que eles amam a novidade, mas eles são assim, reservados. É o jeito deles, e o jeito é aceitar.

11. Pais participam e ajudam na hora do parto, e depois que o bebê nasce também.

Aqui na maioria dos casos os partos são feitos naturalmente, e isso pode levar horas, ou até dias. Os pais são bem prestativos nesse momento. Se preocupam, ficam junto o tempo todo, ajudam mesmo. E depois que o bebê nasce, eles ajudam a cuidar do bebê, já que a mãe pode estar cansada.

12. Maioria dos pais escolhem tirar licença paternidade (pode ser até 1 ano) junto com a mãe – eles precisam combinar juntos e dividir o período de licença.

Aqui é bem comum que os pais dividam o período de licença paternidade/maternidade juntos. Depende muito do período que o trabalho dão a eles, mas como direito eles podem tirar até 3 meses (para os pais), e 6 meses (para as mães). Com a Olivia, meu marido tirou 9 meses junto comigo. E com o Theo, ele não precisou tirar tanto tempo (tirou 3 semanas quando ele nasceu e vai tirar mais 3 meses em Dezembro), em compensação eu tirei (e estou tirando) 1 ano inteiro.

Depois de ler esses pontos dá para ter uma idéia que não é a toa que a Dinamarca é considerado o pais mais feliz do mundo, diz estudo, né? Com educação e criação baseada em respeito e inclusão, com certeza as crianças crescem carregando um grande futuro consigo.

Comentam! Eu quero muito saber o que vocês acham sobre essa relação com as crianças que os dinamarqueses tem, comparando com as pessoas dos países onde vocês estão.

Beijinhos!

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  1. Oi Nathalia, áspero conhecer um pouco sobre essa relação. Acho que nós “brasileiros” temos muito a aprender com eles!!
    Obrigada!
    Bjo

  2. Oi Nathalia, foi ótimo conhecer um pouco sobre essa relação. Acho que nós “brasileiros” temos muito a aprender com eles!!
    Obrigada!
    Bjo

    1. Oi Biana!
      Pois é.. Temos muito o que aprender com eles, mas também acho que temos muitas qualidades que eles deveriam aprender com a gente (fazer amizades por exemplo… Somos ótimos para isso, já eles são um pouco tímidos demais). Mas aí já é outro post! Rs
      Beijão!

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