Maternidade

Como lidar com as birras das crianças/bebês

10 de December de 2015
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Olá pessoas lindas!

No post de hoje, quero ir direto ao assunto, sem muita introdução, pois eu acho que é um assunto bem logico e simples de ser falado, por mais que deve ter muitos pais por aí achando o contrario.

A birra pode vir de uma raiva sobre algo, uma luta contra o sono, um medo, etc. Para mim, a birra só é birra quando ela vem seguida de algo “sem motivo”. Se for um choro por fome, sede, dor ou desconforto não é birra e sim um protesto sobre uma necessidade fisiológica a não ser realizada.

Para acabar com as birras, é preciso de muita atenção dos pais, e nem digo que dá muito trabalho, na verdade é bem simples de ser resolvido.

Pontos principais para acabar com as birras:

1. Empatia (dos pais)

2. Mostrar reconhecimento (dos pais)

3. Olho no olho (entre os dois)

4. Conversa (entre os dois)

5. Guia (dos pais)

6. Confiança (da criança)

7. Controle de seus sentimentos (da criança)

Bom, tudo nessa vida é uma questão de equilíbrio. E isso não serve apenas para os adultos, para as crianças também.

Todos nos precisamos de carinho e amor, o materno então, nem se fala, esse é um dos mais importantes, se não for O mais importante.

Eu não quero parecer dura ou fria com esse post, eu apenas quero ser realista e mostrar o melhor para termos crianças saudáveis, não só no físico, mas no mental também, e termos crianças INDEPENDENTES e SEM MEDO de fazer sucesso no mundo. E para isso acontecer, somos nós, mães e pais, que temos que as guiar para que elas saiam de suas zonas de conforto com coragem.

E claro que elas são apenas crianças e elas precisam do nosso conforto, mas elas também precisam crescer reconhecendo o seu próprio limite, medos e duvidas. Em outras palavras, elas precisam crescer sabendo reconhecer seus sentimentos e saber também lidar com eles.

Quando eu digo que é normal que as crianças chorem, muitas mães discordam comigo dizendo que elas nunca deixam seus filhos chorarem.

O choro para uma criança é o jeito dela protestar, dizer que não está gostando de algo, é o jeito dela demonstrar insatisfação e raiva. Esses tipos de sentimentos são normais em qualquer ser humano, e todos nós devemos saber lidar com esses sentimentos. E isso tem que acontecer desde que somos ainda bebês, ou seja, nós pais, devemos ensinar nossos filhos a entender o porque do choro deles, e temos que os ensinar a controlar sua raiva ou angustia da melhor maneira possível.

Quando uma criança faz birra com algo (sem algum motivo grave – dor por exemplo) depende dos pais a verem que ela precisa, ali, aprender a controlar seus sentimentos. É claro que para cada idade existe um modo diferente para ensinar seu filho a reconhecer seus sentimentos e a ensiná-lo a controlá-los.

Quando a criança não entende muito o que se é explicado ainda, podemos a ensinar tudo isso a deixando chorar por poucos minutos e a consolar por outros poucos minutos, cada vez que a criança se acalmar temos que deixá-la/guiá-la ver que não tem porque chorar. Mas isso é apenas se ela não estiver chorando por fome ou sono ou dor, e apenas porque não quer dormir, mesmo com sono, e tem muitas vezes que as crianças choram porque nem elas sabem o que querem, se sentem perdidas. É nessa hora que devemos as guiar.

O que eu faço com o Theo:

Ele chora e eu sei que não é fome, sono ou dor/desconforto com algo, eu pego ele no colo, com muito carinho, eu o acalmo perguntando o porque do choro (mesmo sem ele entender muito bem), digo que não tem porque ele chorar, pois eu estou logo ali e estou para o ajudar. Logo que vejo que ele está mais calmo, o deixo e volto fazer o que fazia antes. Ele se acalma e já está bem melhor.

A mesma coisa eu faço quando ponho ele para dormir e ele chora (o que é raro). Eu sigo a rotina que fiz a ele, e se mesmo assim ele protestar contra o sono, eu vou até ele, sem o tirar do berço, digo a ele que está tudo bem e que eu estou logo ali fora do quarto e consigo o ouvir bem, digo que é hora dele dormir, que ele está com sono e por fim, canto uma canção de ninar por poucos minutos até ele se acalmar, daí saio do quarto e ele cai no sono sozinho.

Com esses dois atos, eu ensino ao Theo a lidar com seus sentimentos e o deixando mais independente. Assim ele entende aos poucos que é normal se sentir com medo ou perdido de vez em quando, mas é preciso que ele saiba a lidar com esses sentimentos e eu vou estar sempre com ele o guiando e o ajudando com tudo.

Conforme o tempo, ele irá crescer pensando assim e se tornar uma criança feliz e segura em suas ações.

O que eu faço com a Olivia:

Quando você segue todos esses atos com seu filho desde pequeno (bebê), quando ele cresce e se torna uma criança de 3 anos, ele já não precisará tanto de ser guiado do mesmo jeito, pois ai ele já conhecerá a maioria de seus sentimentos e saberá como controlá-los. Mas como ele sempre estará crescendo, novos sentimentos e medos chegarão, e nosso trabalho de guia (de pais) continuará.

Quando a Olivia tem medo de algo – um exemplo claro disso foi quando o Theo nasceu, ela ficou com medo de nos perder, conversamos com ela que agora ela teria que dividir seu tempo com seu novo irmão, e que continuaríamos a amando do mesmo jeito. Com muita empatia disse que era normal se sentir do jeito que estava (o reconhecimento da nossa parte é muito importante para esse processo), e que ela poderia nos ajudar (a deixando orgulhosa e entusiasmada com a chegada do Theo em casa), e automaticamente ela foi perdendo esse medo da perda e do ciume também. Pronto, nesse ponto ela já estava guiada e já sabia controlar seus sentimentos sozinha, o que a fazia sentir muito orgulho de si mesma.

*Existem coisas na vida que apenas nós conseguimos controlar ou resolver, nossos pais sempre vão estar ali para nos guiar e ajudar, mas apenas nós conseguimos resolver. E isso acontece desde crianças. Dar comida, dar água, dar uma cama para dormir, coisas físicas e concretas, nós pais, conseguimos dar em mãos beijadas para nossos filhos, mas o ato de comer, beber e dormir, depende apenas deles para ser realizado.

Em outras palavras, o que eu faço com a Olivia é simples. Eu tiro um tempo do que eu estiver fazendo, sento com ela, sempre abaixada olhando em seus olhos, a pergunto o que está de errado, escuto ela, a reconheço e digo o que eu acho fazendo perguntas para saber o que ela também acha. Para ela, tomamos uma decisão juntas, mas que na verdade eu apenas a guiei em tomar sua própria decisão. Depois dessa pequena conversa, ela sai feliz e orgulhosa de ter conseguido resolver seu pequeno dilema.

E quando ela simplesmente está “impossível” e só quer saber de fazer birra? Eu falo bem séria com ela, abaixada e olhando em seus olhos que é normal se sentir assim, mas que eu não gosto de ter ela gritando em meus ouvidos. Pergunto se ela quer se acalmar para poder conversarmos ou se ela prefere ir para seu quarto fazer a birra que ela quiser lá dentro e depois voltar, quando estiver mais calma, podemos conversar juntas. Ela entende muito bem o que digo, vai para o seu quarto, fecha a porta e fica lá apenas por alguns minutos, depois ela já volta transformada e querendo colo (que significa que ela quer conversar, ter contato comigo).

Agora, quando ela faz essas birras, ela já sabe o que vai acontecer. Ela mesmo vai para o quarto, fecha a porta, reflete, e volta para conversar.

Bom papais, parece ser tudo muito simples, e para falar a verdade, é simples sim! É apenas preciso sermos seguros nas palavras (e não bravos), ter muita empatia e paciência, saber conversar com seus filhos de uma maneira que chame a atenção deles, que eles se sentirão guiados e seguros, deixando assim eles crescerem independentes, seguros em seus atos, felizes e o melhor de tudo, sem frustração em suas vidas.

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